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Novos discos de Lily Allen e Lana Del Rey trilham caminhos opostos

“Sheezus” - Lily Allen (Warner, R$ 33)
“Sheezus” – Lily Allen (Warner, R$ 33)

O último trabalho de Lily Allen foi “It’s Not Me, It’s You” (2009). Era a despedida da cantora britânica do mundo da música, pelo menos por um tempo. Cansada daquela vida, ela decidiu se dedicar a cuidar da família, longe dos holofotes. 

A mudança não demorou muito e Lily volta à ativa com “Sheezus” – provocação confessa à “Yeezus”, de Kanye West. E, se antes a autora de hits como “The Fear” ou “Smile” tratava de assuntos joviais de maneira irônica, agora ela faz… a mesma coisa. Lily escolheu retornar ao estrelato do ponto onde parou, em composições ácidas e mergulhadas no pop, muitas vezes sem qualquer profundidade, como “Air Balloon” “Hard Out Here”.

“Ultraviolence” - Lana del Rey (Universal, R$ 30)
“Ultraviolence” – Lana Del Rey (Universal, R$ 30)

Do outro lado, Lana Del Rey chega ao seu segundo álbum. Cultuada por uma multidão de jovens garotas de flores na cabeça, a cantora norte-americana aposta em músicas com arranjos mais delicados e, ao mesmo tempo, audaciosos.

Composições como “Brooklin Baby” e “West Coast” e “Shades of Cool” mostram o caminho seguro que Lana decidiu seguir em “Ultraviolence”, um álbum maduro e que marca uma postura audaciosa da artista. Parte dessa iniciativa pode ser creditada a Dan Auerbach, vocalista e guitarrista do Black Keys, que produziu o disco e teve a habilidade de deixar a obra grandiosa.

E nas comparações entre os trabalhos de Lana, 28 anos, e Lily, 29, a impressão é que a primeira só enxerga o futuro, em apostas menos óbvias e um tanto psicodélicas, enquanto a segunda não tira os olhos do passado em um pop sem sentido.

Confira outros lançamentos:

“Meus Quintais” - Maria Bethânia (Biscoito fino, R$ 30)
“Meus Quintais” – Maria
Bethânia (Biscoito fino, R$ 30)

Não estava programado lançar esse novo disco, mas o acaso entrou em ação e a cantora baiana se inspirou no passado para interpretar as 13 canções do disco, que falam em tons poéticos de suas memórias de infância no interior da Bahia, sobre a mãe, Dona Canô, e do homem da terra, o caboclo do Brasil.

“O samba é do bem” - Paula Lima (Radar records, R$ 27)
“O samba é do bem” – Paula Lima (Radar records, R$ 27)

O mais novo álbum da cantora paulistana tem direção certa: o samba. E, para celebrar o tradicional ritmo, Paula convidou Leandro Sapucahy para produzir, além de ter ao seu lado participações especiais de Péricles, Xande de Pilares e Arlindo Cruz, na música inédita “Aliança das Marés”.

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