Hospital das Clínicas de SP terá 140 anestesistas de reforço a partir desta quinta-feira

Por Estadão Conteúdo

A operação de guerra montada no Hospital das Clínicas de São Paulo para enfrentar a crise da covid-19 será intensificada a partir desta quinta-feira (9).

Uma parceria do HC com a iniciativa privada deve garantir o funcionamento do esquema emergencial montado no Instituto Central do hospital, com reforço de 900 leitos, para atendimento a pacientes com a covid-19.

Um grupo de empresas, reunidas pelo banco BTG Pactual num projeto de investimento social, vai pagar o serviço de 140 anestesistas para viabilizar o funcionamento do novo complexo preparado na semana passada contra o novo coronavírus. O investimento no projeto social emergencial do banco para o HC já está na casa dos R$ 7 milhões.

"A previsão é de que o pico da crise seja atingido nos próximos dias", disse o superintendente do HC, Antônio José Rodrigues Pereira ontem. "Montamos um comitê para fazer a gestão das doações", explicou.

Ele contou que a operação com o BTG Pactual vai permitir o funcionamento de mil plantões extras por mês, quase 12 mil horas de serviço dos profissionais.

"O valor desse investimento social do banco já chega a R$ 55 milhões, R$ 50 milhões do banco, mais R$ 5 milhões que já captamos com parceiros", disse o CEO do BTG Pactual, Roberto Sallouti.

"Mas queremos que mais clientes nossos liguem para podermos ajudar mais gente", adiantou Sallouti, que coordena o esforço de ajuda ao sistema emergencial de combate à covid-19. Segundo ele, as empresas que já estão no projeto são Alupar, Cosan, HDI Seguros, Advent, Aegea e Perfin.

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"Contratamos uma empresa de mão de obra qualificada de anestesistas, que podem atuar com a gente porque foram canceladas as cirurgias eletivas nos hospitais privados onde eles atendem normalmente", explicou Sallouti.

O projeto de ações contra a expansão da covid-19 prevê quatro pontos: doação de materiais, ampliação de leitos de hospital, apoio à população carente e testagem em massa.

Com o auxílio dos anestesistas que hoje atendem nos hospitais Sírio-Libanês, Oswaldo Cruz e Samaritano, o HC espera colocar o serviço em funcionamento no hospital montado na semana passada, quando o Instituto Central do HC foi preparado para atender os 900 pacientes, 200 deles em UTI.

"Queremos ampliar isso para 350 leitos de UTI", disse o médico William Nahas, do HC. Segundo ele, diversas doações já chegam ao hospital. "É de emocionar, por exemplo, você ver que a pessoa chega ao HC para doar três caixas de luvas", disse. "Estão doando EPIs e até ovos de Páscoa para os servidores."

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