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Colunistas 15/04/2021

Pedalando em família

A pandemia impulsionou o aumento do número de ciclistas, no Brasil e no exterior. Muita gente voltou a pedalar e iniciantes também foram em busca da sua bike, em todo o país. A Aliança Bike (Associação Brasileira do Setor de Bicicletas) registrou em 2020 uma média de 50% de aumento nas vendas de bicicletas em comparação com 2019, de acordo com levantamento feito ao longo do ano passado e em janeiro de 2021. Segundo a pesquisa, em julho aconteceu o pico das vendas, com crescimento de mais de 118%.

Esses novos ciclistas se juntam a uma população de brasileiros entusiastas da bicicleta há tempos. Que usam a bike para trabalhar, para se divertir, para conhecer novos lugares e também para levar os filhos para a escola.

É o caso da família formada por Melissa Noguchi, Murilo Rodrigues, Ravi e Raul. Esse quarteto vive intensamente a bicicleta em Belém (PA). A empresária Melissa, de 34 anos, começou a pedalar aos sete anos, com os amiguinhos da vizinhança. Murilo, arquiteto e urbanista, de 36, também curte a bicicleta desde criança. Casados há nove anos, os dois compartilham essa paixão e estimulam os filhos Ravi, de 5 anos, e Raul, de 2, a gostar do pedal. “Pedalei durante as gestações e quando os meninos nasceram eles passaram a ser transportados em slings e depois nas cadeirinhas”, ela conta.

Com o tempo, Ravi estreou na bicicleta Balance, sem pedais, ótima para treinar o equilíbrio; agora, Raul herdou a bike do irmão, que está começando a treinar em uma magrela de verdade. Os dois pretendem sair para viagens de bike quando forem vacinados e os meninos crescerem um pouco mais. “Eles adoram e a gente fica feliz de manter a família unida.”

Cicloativistas desde 2011, quando passaram a integrar o movimento Bicicletada Belém, que reúne pessoas para pedalar na cidade, eles se uniram à rede Bike Anjo há cinco anos. Também estão à frente do Coletivo ParáCiclo, que organiza, promove e desenvolve atividades e projetos para fomentar a mobilidade ativa, principalmente a bicicleta.

A dupla prossegue, esperançosa, sobre as duas rodas sustentáveis. Rodas que trazem liberdade, autonomia, alegria e saúde. E eles esperam ver os filhos pedalando e caminhando em uma cidade melhor nos próximos anos. Belém, a exemplo de outras cidades brasileiras, se estruturou em cima do carro individual, e já amarga suas dores devido a acidentes, trânsito, estresse e baixa qualidade de vida. “A gente luta para ter uma cidade segura para crianças e idosos, porque assim ela é segura para todo mundo”, conclui Melissa.


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