Vacina

Por José Luiz Datena

Claro que não vou jogar água no chopp da comemoração da vacina. Foi um ato, além de simbólico, de esperança. Agora, vamos correr atrás de insumos da China para começar a fabricar vacinas aqui no Butantan e na Fiocruz e atingir a maior parte possível da população do Brasil.

São 210 milhões de almas que não podem passar pelo o que estão passando nossos irmãos de Manaus. Se não houver higiene pessoal (mãos limpas), distanciamento social e, principalmente, o uso de máscara, antes do ciclo completo da vacina, muita gente vai sofrer – ou morrer. Méritos da ciência, que venceu a vaidade de políticos que visam mais as eleições de 2022 do que salvar vidas humanas.

Para eles, parece mais importante a sua própria vida eleitoral. Mas, pelo menos, é melhor agir do que negar. Com a briga política, ficamos para trás na vacina. E em um péssimo momento, com o aumento de mortes que cobram suas contas das últimas eleições e festas de fim de ano. Para muitos, foi o último Réveillon.

Porém, como tudo o que é bom passa, o que é ruim também há de ir embora. Com a ajuda de DEUS – e de médicos, cientistas e enfermeiros –, vamos atravessar esse túnel de horror que parece não ter fim. Há uma luz, acredite, e use máscara. DEUS consegue ver além dela o seu rosto cansado e sofrido e vai te ajudar. Não perca a esperança, pois quem não a tem é apenas um esquilo andando por aí sem alma. Força, fé e atitude. Viva para salvar os seus e rezar pelos outros. Acredite.

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