Mulher-Maravilha 1984 entrega no entretenimento e no otimismo

Por Omelete

Pode parecer clichê, mas é de fato um alívio ter um filme como Mulher-Maravilha 1984 em 2020. Neste ano horrível, que nos roubou tantas coisas – de pessoas queridas a atividades cotidianas como ir ao cinema sem preocupação -, o longa traz uma mensagem confortante de esperança e crença no melhor que a humanidade pode ser. A expectativa pela estreia, que foi adiada na pandemia e agora acontece num contexto de lançamento simultâneo online, faz jus ao que o filme oferece em termos de escopo e ambição.

Na continuação, Diana já não é mais a jovem ingênua do primeiro filme, mas não se deixou tomar pelo cinismo que marca os anos 1980, ambientação da nova história. Ela continua tentando encontrar seu lugar no mundo, porém, enquanto mantém sua atividade como Mulher-Maravilha longe dos holofotes. O visual exuberante daquela década esconde uma realidade de individualismo exacerbado, e o filme insere esses temas nos dilemas da personagem.

Com esses elementos – heroína e vilões com muito a perder, uma atmosfera de aventuras dos anos 1980, a recusa de cinismos, a possibilidade de redenção, além de referências que devem deixar os fãs satisfeitos – o filme entrega uma experiência mais bem resolvida que a do primeiro Mulher-Maravilha, de 2017, que hoje já parece habitar um universo completamente diferente, três anos depois.

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NERDÔMETRO

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