Remasterizado e mais conciso

Por Omelete

No seu aniversário de 30 anos, O Poderoso Chefão 3 está ganhando uma nova versão, remasterizada em 4K, e o diretor Francis Ford Coppola aproveitou a oportunidade para remontar o desfecho da saga de Michael Corleone, inclusive com um subtítulo que evidencia o caráter de epílogo. Essencialmente, a nova versão é mais concisa – passa o tempo e Coppola, talvez menos apegado, traz agora um olhar sobretudo clínico, para identificar e eliminar redundâncias.

A principal diferença está na abertura, que foca menos no passado e mais no legado que Michael quer deixar aos filhos: Coppola elimina a abertura com a casa do lago, em que repassa o assassinato de Fredo no segundo filme, e elimina por tabela a cerimônia na catedral de St. Patrick em Nova York; no lugar, abre já com a cena da doação à Igreja e da compra da Immobiliare (que antes ficava no final do primeiro ato) e com a festa no apartamento (em que os principais personagens são introduzidos). A ideia é priorizar a trama, ainda que isso sacrifique parte do contexto a respeito de culpa e penitência.

Ao suprimir a cerimônia na catedral, o diretor faz a primeira de umas três ou quatro escolhas em nome da economia narrativa, e o novo corte resulta cinco minutos mais curto que a versão de cinema. Ainda assim, é o filme da trilogia que mais se organiza a partir de um senso operístico, cerimonioso, e o espírito de O Poderoso Chefão 3 permanece o mesmo, nesse sentido. Em 1990, o filme não foi tão bem recebido quanto os anteriores, a atuação de Sofia Coppola continua um ponto sensível, mas desde aquela época muita coisa mudou (especialmente na carreira da filha de Coppola). Agora é a oportunidade de revisitar o épico sob outra luz.

“Eu me sinto sortudo de escrever isso. De estar aqui. Eu fui inspirado infinitamente pela comunidade trans.”

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NERDÔMETRO

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