Bolsonaro x Mandetta

Por José Luiz Datena

Melhor seria que presidente e ministro se entendessem na luta contra o coronavírus, afinal este é o inimigo comum. Bolsonaro já se encheu de Mandetta faz tempo.

Desde o “ele foi eleito e eu trabalho”. O ministro resolveu chutar o balde dando entrevista não só na contramão do presidente, mas exclusiva para a Globo, que sabidamente o chefe da nação não gosta. E aí? Deveria dar o boné para o ministro?

Grosso modo, Mandetta já era para ter caído há muito tempo e só não caiu porque alguns generais seguraram a onda. Quando perguntei no auge da outra crise se Bolsonaro iria demiti-lo, o presidente sorriu, me mandou um beijo e desconversou. Neste mesmo dia, rebatendo frase do agora desafeto, disse que, se médico não abandona paciente, paciente pode trocar de médico.

Ninguém chega à Presidência da República sendo ingênuo. Bolsonaro não é. Fosse, hoje o Mandetta teria
perdido o cargo (escrevo na segunda) – aliás, como já disse, teria perdido o assento da saúde há mais de um
mês. 
Que não há mais clima está claro, mais que tudo.

Melhor seria que cada um fizesse seu papel em prol de salvar vidas. Agora, segundo especialistas, entramos na pior fase da doença na questão de saúde, porque muita gente já quebrou ou perdeu o emprego.

Acho que o presidente vai levando até onde der, mesmo sendo peitado pelo ministro. Isso eu acho, afinal,
Bolsonaro é Bolsonaro e, se acordar de veneta, lá se vai o Mandetta

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