Mulheres assumem de vez o protagonismo na Parte 4 de ‘La Casa De Papel’

Por Omelete

Assim como acontece em “La Casa de Papel”, as máscaras do pintor Salvador Dalí e o característico macacão vermelho dos ladrões se tornaram símbolos de resistência na vida real, adotados por diversas lutas sociais, entre elas a feminista. Desde a cena em que Nairóbi declara o início do matriarcado, ela está no seriado, e a quarta temporada vai além.

Ao colocar todas as personagens realmente no centro da trama, a série dá mais espaço para analisar o machismo cotidiano em um contexto extremo, como é um assalto. Personagens desabrocham, conflitos ficam mais complexos. A temporada anterior foi essencial para estabelecer as bases para essa evolução geral, que agora se desenrola com a sensibilidade e até mesmo o didatismo com que “La Casa de Papel” aborda determinados temas.

Por mais extremas que sejam as situações retratadas no Banco da Espanha, “La Casa de Papel” ressoa no público pelo nível de realidade das suas subtramas. O abuso (e o medo dele, como bem afirma Nairóbi em determinado ponto da série), a objetificação e a rotina de ser subestimada por seus pares homens são situações com as quais as espectadoras estão bem acostumadas. Por isso, a vitória das personagens – e também os golpes sofridos por elas – impactam o público de maneira mais intensa.

FRASE DA SEMANA

“Como qualquer outra coisa, você pode mexer eternamente. O filme está ótimo e espero que vocês achem o mesmo após o lançamento”
Cary Fukunaga, diretor de “007 – Sem Tempo Para Morrer”

NERDÔMETRO

Sobe: Lady Gaga
A cantora organizou o evento “One World: Together At Home” e arrecadou 35 milhões de dólares, que serão doados à Organização Mundial de Saúde para combate ao Covid-19

Desce: Coronavírus
A DC Comics vai parar a produção do seu selo Black Label, criado para dar mais liberdade aos autores em trabalhar com os personagens da editora.

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