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Joesley pode ter pago para não depor em CPI

Deputados do PT e do PMDB livraram o dono da JBS, Joesley Batista, de comparecer à CPI do BNDES, em setembro de 2015. Ao todo, 15 deles votaram contra o requerimento. Os deputados derrotados na votação atribuíram ao então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o acordo para barrar a convocação de Joesley. Isso explica por que Cunha continuava recebendo de Joesley altas quantias, mesmo preso.

CPI da Caixa-Preta

A CPI do BNDES investigava financiamentos generosos a empresas ligadas aos governo Lula e Dilma, como o Grupo JBS e a Odebrecht.

Aliança Lula-Cunha

O ex-presidente Lula e Eduardo Cunha fizeram uma aliança tácita para livrar Joesley de depor à CPI criada para abrir a caixa preta do BNDES.

Faltou contar

A operação para livrar Joesley de depor da CPI do BNDES não foi relatada pelos delatores da JBS ao Ministério Público Federal.

Liderança ativa

O atual líder do PT, Carlos Zarattini (SP), ajudou a blindar Joesley na CPI do BNDES. Em 2014, ele recebeu doação eleitoral de R$ 240 mil.

PF volta à mansão da ‘República de Ribeirão Preto’

Há uma coincidência curiosa envolvendo um dos
alvos da Operação Patmos, mais uma fase da
Lava Jato, deflagrada esta semana: um dos presos, advogado Willer Thomaz, tem seu escritório
instalado na mesma casa onde funcionou a célebre “República de Ribeirão Preto”, onde se reuniam lobistas e prostitutas à sombra de Antônio Palocci, o então todo-poderoso ministro da Fazenda do
governo Lula (PT).

Velho conhecido

O endereço do escritório de advocacia, onde existiu a versão petista de bordel, é velho conhecido da PF: QI 1, conjunto 4, casa 25, Lago Sul.

Caseiro decisivo

O escândalo ganhou proporção ainda maior, derrubando Palocci do cargo, após o testemunho de Francenildo, o caseiro da “República”.

Antro petista

Francenildo contou em depoimento que Palocci usava essa mansão em Brasília, na qual trabalhava, para dar festas e negociar propinas.

Meirelles saiu bem

Na conversa gravada por Joesley com Michel Temer, quem saiu bem na foto foi Henrique Meirelles. O delator revelou ao presidente sua dificuldade para o ministro da Fazenda atender suas demandas. O detalhe é que Meirelles era executivo da JBS antes de virar ministro.

Preocupação no PMDB

Preso pela PF, Willer Thomaz levou ao chefe Joesley Batista a preocupação de Renan Calheiros e Romero Jucá com os rumores de delação. Joesley negou, para “tranquilizá-los”. Mentiu.

Morte política terceirizada

“Não fui eu, não sei de nada, não era comigo.” Durante seu interrogatório perante o juiz Sérgio Moro, o ex-presidente Lula mostrou que a morte política pode ser terceirizada, como no mensalão

Soluções consensuais

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, defende soluções consensuais nas relações de trabalho para reduzir a litigiosidade. Mas é contra a extinção da Justiça do Trabalho.

Foro privilegiado

A PEC que acaba com o foro privilegiado volta à pauta do Senado nesta terça. Será a primeira sessão, após a interrupção das votações na última quarta (17), quando vazou a delação de Joesley Friboi.

Meia volta

Políticos venezuelanos de oposição terão de desarrumar as malas: deve ser adiado o encontro marcado esta semana em Brasília, com representantes de diversos países, para discutir a crise na Venezuela.

Orelha em pé

Está na pauta da CCJ da Câmara, e pode ser votada nesta terça (23), a Proposta de Emenda Constitucional que prevê eleição direta, no caso de saída do presidente – exceto nos seis últimos meses do mandato.

Fim do imposto sindical é bom

Dois sindicalistas de São Paulo, Roberto Scalize (Trabalhadores em Empresas de Lavanderia) e Enilson Simões de Moura, o Alemão (das Centrais de Abastecimento), acham que o fim do imposto sindical diminui os sindicatos de cartório e melhora a qualidade do sindicalismo.

Pergunta na Lava Jato

Se não é dono do tríplex, ou do sítio, nem do apartamento em São Bernardo, aonde Lula cumpriria eventual prisão domiciliar?

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