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Quase 1200 km de testes até Long Beach

HELIOcastroneves NO CORPO DO TEXTOOlá pessoal, tudo bem?

Chegamos à semana do tradicionalíssimo Toyota Grand Prix of Long Brach, segunda etapa da edição 2017 do Verizon IndyCar Series. Será neste domingo, 9, às 17h30 no horário brasileiro, uma e meia da tarde na Califórnia. A Rede Bandeirantes de Televisão, claro, estará monstrando tudo ao vivo pela Band e/ou Band Sports.

O AAA Team Penske e eu estaremos lá com força total para repetir os bons resultados que já conquistamos nesse difícil circuito de rua de aproximadamente 3200 metros. Esse é o segundo dos quatro traçados urbanos que temos esse ano. Mais para a frente ainda teremos Detroit (junho) e Toronto (julho).

Nos dois últimos anos em Long Beach, eu passei pertinho de repetir a vitória de 2001 (quando eu também fiz a pole), com Reynard Honda. Fiz pole em 2015 (com recorde da pista em Qualifying) e 2016. Lutei bastante para vencer, mas não deu. Fui ao pódio nas duas corridas, com 2º e 3º, respectivamente.

Quando digo que a corrida é tradicional é porque teremos no domingo a 34ª edição, o que faz de Long Beach a vice-campeã no ranking das cidades mais presentes no calendário da Indy em todos os tempos, só perdendo para a Indianapolis. E por falar em 34, era esse o meu número no kart. Então, está aí uma boa combinação para eu voltar a vencer, não é mesmo? Mas as coincidências não param por aí.

É claro que eu vou com tudo pra cima dos caras e estou bem otimista. Mas não vou mentir para vocês, pois os Honda estão andando uma barbaridade nesse início de campeonato, o que faz com que nós, que utilizamos Chevrolet, tenhamos de trabalhar em dobro. E, quanto a isso, o que a gente mais fez nesse intervalo entre St. Petersburg e Long Beach foi trabalhar na fábrica e nas pistas.

Em três datas específicas, fomos treinar duas vezes em Indianapolis e uma vez no Barber Motorsport Park. No total, foram mais de 1.100 km experimentando coisas novas e aprimorando o que já estava bom. O interessante é que, se a gente pegar tudo isso, é como se eu tivesse dado umas 340 voltas em Long Beach.

Epa! Não é muito 34 aparecendo, justamente o meu número vencedor de início de carreira? Eu não sou supersticioso, mas tenho para mim que quando a gente tem fé e pensamentos positivos, as coisas convergem para o nosso bem. Então, vamos que vamos com o #3 no carro e o #34 no coração.

No mais, só sei uma coisa. Se para nós a coisa não será fácil, para os caras da Honda também não vai ser mole. E quem ganha com isso é o público, pois é certeza de uma competição das mais vibrantes.

É isso aí, amigos, forte abraço e até semana que vem!

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