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Megadelação da Camargo deve atingir Alckmin

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Como a Odebrecht, a megadelação premiada da Camargo Corrêa vai implicar cerca de 200 políticos de todos os partidos, mas um dos principais atingidos deve ser o governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB), cuja reputação de honestidade poderá sofrer sérios danos. Fontes ligadas à Lava Jato suspeitam de que a Camargo teria atuado como “tesouraria” na campanha presidencial de Alckmin, em 2006.

Dinheiro vivo

Há relatos de distribuição de dinheiro vivo na sede da Camargo Corrêa, em 2006, a políticos supostamente indicados pelo comitê de Alckmin.

Tintim por tintim

As relações da Camargo Corrêa com a classe política são detalhadas em delações de cerca de 40 executivos da empreiteira.

Números oficiais

Oficialmente, a Camargo doou só R$ 400 mil à campanha presidencial tucana, em 2006, e R$ 2,4 milhões à reeleição de Lula.

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A assessoria de Alckmin informou que o governo de São Paulo vai se posicionar somente diante de denúncia concreta, nessa megadelação.

Centrão fala grosso, mas terá menos de 100 votos

Na corrida pela presidência da Câmara, o candidato do “centrão”, grupo formado por 200 deputados de vários partidos, como PP, PR e PRB, dificilmente alcançará 100 votos na eleição do dia 2. Para não ficar de fora da Mesa Diretora, partidos do “centrão” devem apoiar a reeleição de Rodrigo Maia. A maioria do PSD, de Gilberto Kassab, deixou o candidato do partido, Rogério Rosso (DF), pendurado na broxa.

Adversários fracos 

O candidato André Figueiredo (PDT) deve ser bem votado. “Não que seja líder forte; os outros são fracos”, diz Jerônimo Goergen (PP-RS).

Candidato dele mesmo

Rogério Rosso jogou a toalha nesta segunda, ao “liberar” a bancada do PSD, que na verdade jamais esteve presa a compromisso com ele.

Placar elástico

Com apoio do PT, já acertado, Rodrigo Maia pode ser eleito em 1º turno. Deve ter cerca de 300 votos, incluindo de partidos de “esquerda”.

Com pena? Leve para casa

Ao pregar liberdade de criminosos para “resolver a crise”, defensores públicos esquecem de priorizar a defesa do interesse público. É absurdo libertar os bandidos que a Justiça conseguiu encarcerar.

Farsa nacional

O governo potiguar vai pedir ao Ministério da Justiça para aumentar a presença da Força Nacional no RN, hoje de 100 homens. A presença é irrisória: o Estado tem 8.500 PMs. Por essa e por outras, delegados e agentes da PF chamam a Força Nacional de “farsa nacional”.

Alô, coleguinhas

Gangues promovem a barbárie porque sua estratégia de domínio nos presídios depende de divulgação. A mídia sabe disso, mas ainda assim as difundem, tratando-as como se não fossem apenas criminosos.

Voz atuante

Ex-aliado, o senador Eduardo Braga (AM) segue a tendência do PMDB de rejeitar Renan Calheiros (AL) como líder da bancada no Senado. Nomes “ficha limpa”, como Raimundo Lira (PB), são mais fortes.

Tempo para discussão

O governo admite o adiamento da discussão da reforma trabalhista. Com aliados nas centrais sindicais, o Planalto prefere concentrar esforços na reforma da Previdência. Mas não esquecerá o assunto.

Lobby e preconceito

O presidente da CBF é elogiado pela decisão solitária de escolher Tite, mas o presidente da CBV, Walter Pitombo Laranjeiras, é criticado por escolher sozinho, “em Maceió, a 1.400km de distância” (do centro do mundo?) Renan para substituir Bernardinho, na seleção de vôlei.

Nivelando por baixo

A empresa aérea Avianca chegou ao mercado brasileiro, anos atrás, prometendo fazer diferente. Mas já se nivelou às demais. No aeroporto de Brasília, impõe aos clientes até uma hora de espera pelas malas.

Alma de negócio

Cotado para a Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy (PSDB-BA) foi aconselhado a não comentar o convite. Há outros políticos de olho no cargo e, sobretudo, muita resistência. Discrição é palavra de ordem.

Vapt-vupt

O Brasil ficou pior ou melhor, após a morte dos criminosos na guerra de quadrilhas em presídios?

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