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Pontos preciosos

Helio-CastronevesOi pessoal, tudo bem aí? Olha, vou ser honesto com vocês. Gostar, gostar eu não gostei, não. Mas não posso reclamar do resultado de domingo em St. Petersburg. Estudamos uma estratégia legal porque os tempos estavam muito próximos e, como vocês sabem, ultrapassar em St. Petersburg não é propriamente uma coisa fácil.

Então, a ideia era largar com pneus macios, aqueles que tem a borda vermelha, e ir para cima. Tudo bem que não consegui assumir a ponta, mas fiquei em 2º lutando com o Simon Pagenaud, que foi para a liderança.

Só que os pneus macios perderam eficiência depois de 10 voltas e eu fui perdendo posições até fazer o pit da 20ª volta em 6º. Coloquei o pneu duro e fui refazendo o caminho. Como caí para 14º com a parada, o negócio foi subindo devagarinho e já era 5º quando parei novamente. Isso na volta 48.

Como eu já tinha usado os dois jogos de pneus, como manda o regulamento, faltando mais de meia de corrida eu poderia escolher qualquer tipo que quisesse. Foi aí que a gente tentou usar algo diferente, os macios. Como essa segunda parada foi em bandeira amarela, perdi pouco tempo. Então, de 5º voltei em 7º. Quando desse a relargada, ia definitivamente para o grupo da frente, mas aí a coisa complicou.

Aquela vantagem que eu pretendia com o segundo jogo de pneus macios não aconteceu porque veio uma boa sequência de bandeiras amarelas, inclusive aquela do engavetamento, e tive de rodar nada menos do que 14 voltas sem usar todo o potencial do pneu. E por falar em engavetamento, escapei na sorte daquela confusão. Consegui passar o Ryan Hunter-Reay, por dentro, quase raspando no muro, e fui embora. Se eu tivesse ficado atrás dele, teria sobrado alguma coisa para mim.

Bom, para resumir, o pessoal da frente conseguiu retardar as paradas por causa das amarelas e, no final, os pneus macios do vencedor Montoya, do Pagenaud (2º) e do Hunter-Reay, que me passou no finalzinho e me robou o pódio, acabaram durando mais do que a gente imaginava.

Teve ainda uma boa presença de retardatários no final da corrida que impediu a reação que pretendia. Então, como quase fui envolvido naquele acidente e pelo fato de ter visto a minha estratégia de pneus comprometida, acabou ficando bom o resultado.

A gente ainda levou um susto por causa do Will Power, que não correu no domingo, mas tenho certeza que ele estará de volta rapidinho. Bom, pessoal, quero mandar um super muito obrigado pelas mensagens dos leitores Thiago Nóbrega, Pedro Mendonça, Anderson Oliveira (Ceará) e Julio Cesar de Oliveira Lemos (Rio Grande do Sul), que entraram em contato pelo press@heliocastroneves.com e mandaram mensagens para lá de legais. Valeu!!!

Helio Castroneves, 40, nasceu em São Paulo e foi criado em Ribeirão Preto. É o piloto brasileiro com mais vitórias na Indy, com 29 conquistas, e venceu três edições da Indy 500 (2001, 2002  e 2009). Disputou em 2015 sua 17ª temporada na categoria e 15ª pelo Team Penske.

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