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O que te inspira?

João Faria colunista grande twitterTodo profissional que atua no mercado da comunicação deve estar atento às novas tendências, buscar entender o comportamento do consumidor e participar dos diferentes eventos e festivais publicitários que acontecem em diversos países. Entretanto, quais desses eventos valem a pena conferir? A coluna conversa com Zico Farina, diretor de criação da agência Artplan.

Quais os festivais ou eventos mais relevantes?

Cannes (festival de criatividade que acontece na França) é sem dúvida o mais tradicional. Os cursos da Hyper Island também são incríveis no que se refere a inovação. Mas o SXSW (que está ocorrendo nos EUA) é de longe o mais inspirador. As diferentes áreas que o evento aborda, da tecnologia, interatividade, cinema, até a música, enfim, servem de insumo pra gente trabalhar. Ele também permite a gente estudar novos modelos de negócios. Três profissionais da Artplan estão por lá para acompanhar tudo de perto. Eles irão dividir com a gente por meio de palestras e ‘memos’ tudo de mais bacana que rolou. Assim a Artplan, de uma maneira geral, se une a esse mindset e divide o conteúdo absorvido lá em Austin para os nossos clientes. E aí fica todo mundo na mesma página.

Qual a dica para os estudantes ficarem atualizados?

Existem diversas maneiras de fazer isso. A melhor é manter os olhos abertos, os ouvidos abertos, a cabeça aberta. A internet talvez seja a maneira mais democrática: sites como do Clube de Criação, o Creativity e os sites dos festivais te abastecem com o que há de mais moderno. Existem também várias formas de seguir via twitter, Facebook, Instagram uma série de artistas, jornais, agências do mundo todo. Tá tudo ali. Na agência a gente entendeu uma necessidade dos estudantes de estarem perto de gente do mercado e criou o “Troca Ideia”. A gente traz o pessoal na agência ou vai até as agências Jrs das universidades, ouve e responde a várias perguntas. Tiramos dúvidas e criamos dúvidas novas. O projeto começou em São Paulo e deu tão certo que já estamos expandindo para o Rio de Janeiro e Brasília.

Como você percebe essa a nova geração?

São diferentes. Um fato é serem na maioria nativos digitais. Já nascem com skills naturais, têm mais facilidade de cruzar meios. Mas por conta dessa multiplicidade de canais, de conteúdo, de informação, acho que a preocupação maior é que, em alguns casos, falta o aprofundamento no conteúdo para que a tecnologia sirva a favor da ideia. Ela jamais será a ideia, só um meio propulsor de realizá-la. Fica a dica.

João Faria é jornalista e sócio-diretor da Agência Cidadã

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