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Harmonia no Natal

andre-andres-vitoriaA harmonização é, quase sempre, vista como a parte mais afetada do consumo de vinhos. Falar da combinação de um tinto doce com determinado queijo parece ser algo refinado demais. Curioso: muitas vezes a crítica é feita por quem, por exemplo,  acha imbatível a combinação de cerveja com frango à passarinho e não abre mão de ver a “loira” servida no copo específico e na temperatura ideal. Ou seja, impressões e exigências parecidas com as feitas por quem gosta de tintos e brancos.

Assim como ocorre no nosso dia a dia, a busca da harmonia é algo natural. Mesmo instintivamente, nós a procuramos em casa, no trabalho, em datas especiais, como aniversários, casamentos, Natal… Queremos nos aproximar de pessoas e situações capazes de nos complementar. E complementação não significa similaridade. Ao contrário: algum pensador já definiu o universo como a harmonia de contrários. A hamonização por contraste, aliás, é uma das elencadas ao lado. Assim como todas as outras, ela não busca a predominância de um sabor sobre outro, mas o surgimento de um terceiro sabor. Mais ou menos como ocorre nas boas relações: ninguém predomina, mas surge algo bom para quem está envolvido. Bom e prazeroso. Harmônio, enfim…

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André Andrès é colunista de vinhos  há sete anos. Mas sabe que ainda tem muito a aprender sobre tintos, brancos e espumantes

 

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