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Preocupação tem que existir

reche-3O Inter tem que ficar muito alerta sobre esta questão do antidoping. Há previsão em lei de que se mais de dois atletas forem pegos no exame antidoping, a agremiação poderá ser punida com perda de pontos, desqualificação de competição, etc. O doutor Ivan Pacheco, responsável pelo controle antidopagem da Federação Gaúcha de Futebol, salientou, ontem na Rádio Bandeirantes, que em função dos Jogos Olímpicos o controle será mais rígido. Disse, também, que começou pelo Inter, justamente pelo acontecido. Não insinuou nada, mas o sinal de alerta está ligado. O Inter que abra o olho.

Batalha dos Aflitos – O Grêmio subiu em 2005 e há dez anos se debate se tem que comemorar ou não. Já dei minha opinião. Quem quiser celebra, qual o problema? A competição que o Grêmio jogava era aquela. Então, tinha que vencer. E tem mais, era Pernambuco contra o resto do país. Foi uma guerra. Diminuíram o espaço no vestiário, dificuldades para o ônibus chegar, quatro jogadores expulsos, ex-presidente pedindo para tirar time de campo, etc. O importante era sair do atoleiro. Há todo momento o presidente Paulo Odone dizia para os jogadores que eles tinham que fazer o Grêmio subir. Então, de forma encabulada, mas vale a recordação permanente.

Ano seguinte – O problema maior foi para Mano Menezes. Renovou com Grêmio e seguiu seu trabalho, mas teve que comunicar aos jogadores, parceiros de infortúnio, que eles só serviam para a Segunda Divisão. Foi duro, mas necessário. Depois, o Grêmio, pelo menos, ganhou dois Gauchões, de 2006 e 2007, e foi vice da Libertadores.

Maicon – O Grêmio segura seu volante pagando em suaves prestações. Baixou o preço pela metade. Ainda assim, saiu caro. Jogador de 30 anos que vai custar,  em média, pela extensão do contrato, mais de R$ 500 mil por mês. Mais caro nos primeiros 12 meses e um preço menor depois. Mas é Libertadores e tem que ter elenco experiente.

Rodinei e Henrique –  Rodinei se revelou um bom lateral jogando pela Ponte Preta. Mas nada a ponto de se matar por ele. Claro que deve ser melhor que Gallardo, mas nada de tão extraordinário. Rodinei não pode ser sonho de consumo. E sobre pagar R$ 450 mil por mês para ter o zagueiro Henrique, alguém ligado à direção me disse: “A chance de o Grêmio pagar este valor por mês para um zagueiro é a mesma de eu ficar com a Gisele Bündchen”.

Chorou e Fred – Levir Culpi chorou, se despediu, e o Galo vem com técnico interino. Levir disse que vai escrever um livro sobre sua passagem pelo Atlético-MG. Sai magoado. Mas até que ficou bastante tempo. Sua franqueza absurda, muitas vezes, o prejudica. Em Minas dão como certo que vem para o Inter. Na outra passagem, foi um desastre. Mas os tempos eram mais difíceis. Mesmo assim, acho que não é melhor que Argel. E Fred não joga contra o Inter. Em princípio, pediu para não jogar.

Vasco – Com toda reação que teve no Brasileirão, o time carioca ainda terá que fazer 100% de aproveitamento nas duas últimas rodadas para escapar. Jesus segue chamando em voz alta.

Jornalista com 31 anos de experiência em rádio, TV e jornal, Luiz Carlos Reche cobriu sete Copas do Mundo. Além do Metro Jornal, tem comentários na Rádio Bandeirantes FM 94,9 e AM 640, BandNews e Band TV. Na rádio, ainda apresenta o “Esporte Notícia 2a Edição” e o “Apito Final”.

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