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O jogo ainda está longe de acabar

helio castroneves colunista grande twitterOlá pessoal, tudo bem?

Hoje eu estou em casa, aqui em Fort Lauderdale, depois do fim de semana em Ohio. O campeonato deu uma grande embolada e agora, faltando as corridas de Pocono (23) e Sonoma (30), a decisão vai pegar fogo. E apesar dos problemas, eu estou na parada, firme e forte.

Não estaria sendo honesto com vocês se dissesse que a corrida de Mid-Ohio não teve influência negativa na minha busca pelo título do 2015 Verizon IndyCar Series. De fato, não foi um resultado positivo porque a minha pontuação não permitiu que eu diminuísse a diferença para o líder do campeonato, o Juan Pablo Montoya. Mas, por outro lado, eu estou sendo absolutamente e totalmente honesto com vocês ao dizer que tenho chances, muito boas chances, aliás, e que há muito ponto ainda para ser conquistado.

O leitor não é bobo e não adiantaria eu ficar aqui falando sobre minhas chances de título se estivesse com a corda no pescoço e somente com as probabilidades matemáticas a meu favor. Seria ridículo realmente brincar com a inteligência do torcedor se, sei lá, faltassem 100 pontos para decidir o título e eu tivesse 99 atrás do líder. Não, não tenho essa cara de pau. Se tivesse, minha profissão seria outra.

Mas quando digo que tenho ainda grandes chances é porque, realmente, eu tenho muita coisa para fazer nessa luta pelo título. Vou explicar. Hoje, o líder tem 465 pontos. Eu, em 4º, tenho 58 de desvantagem. Acontece que, faltando duas corridas, estão em jogo exatos 158 pontos. Isso significa dizer que as possibilidades são grandes, desde que não ocorra mais o que se deu comigo em Mid-Ohio.

A verdade é que não fomos rápidos o bastante nas mudanças de estratégia. Eu acabei pegando muito tráfego em momentos cruciais e, no meu modo de ver, pelo menos um pit foi feito em hora errada. Some-se a isso as bandeiras amarelas que, impressionante, todas aconteceram em momentos errados para mim. Há casos em que uma amarela cai do céu, mas em outros, como domingo, joga por terra todo o trabalho que estava sendo construído.

Mas se chorar sobre o leite derramado desse resultado, o Brasil teria revertido o 7 a 1 da Copa do Mundo. Então, o negócio é virar esse jogo nas duas corridas que faltam e, sem dúvida, conto com o apoio de vocês.

Abraço enorme e vamos que vamos!

Helio Castroneves, 40, nasceu em São Paulo e foi criado em Ribeirão Preto. É o piloto brasileiro com mais vitórias na Indy, com 27 conquistas, e venceu três edições da Indy 500 (2001, 2002 e 2009). Disputa em 2015 sua 18ª temporada na categoria e 16ª pelo Team Penske.  

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