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Colunistas 29/04/2015

Eu acredito!

jose-carlos-araujo-colunista-garotinhoAté que ele reagiu bem. Esperava um impacto maior, diante da suspensão de quatro anos aplicada pela FIFA. É aí que foi importante o depoimento do Renê Simões, que conheceu o Jobson no Bahia e o que se passa pela cabeça dele nos dias de hoje.

Jogando pelo Bahia, ele vivia pelas noites de Salvador, abandonando completamente os compromissos profissionais. Hoje, quando até se antecipa aos demais para voltar aos treinos, dá para sentir que é um outro Jobson.

Quem trabalhou no mundo árabe sabe muito bem que os caras, quando querem, podem armar. E o Jobson justifica a sua negativa em  fazer o exame antidoping por lá. Temia alguma armação, como tantas já ocorreram. Com salários atrasados, infeliz, o que ele mais queria era voltar ao Brasil. Por tudo isso, eu acredito na palavra do jogador. Resta ao Botafogo e seus advogados lutarem por uma redução da pena. Também acredito.

Ainda sobre a decisão. Bela surpresa foi a arbitragem do Luiz Antônio da Silva Santos, o Índio, no domingo. Teve personalidade e, ao contrário da maioria dos jogos do campeonato, não perdeu o comando. Uma prova é que não vi o Guinãzú dar aquelas peitadas costumeiras no “do apito”.

Um detalhe para os vascaínos comemorarem: a zaga não sofreu gol nos últimos três jogos. Dois da semifinal com o Flamengo e o de domingo, diante do Botafogo. O que vale ter um grande goleiro…

Achei muito tímida a torcida do Botafogo. Em menor número que a do Vasco, ela se calou muito cedo, mesmo com o time criando algumas boas oportunidades.

Foi a decisão do Rio a que teve menor público pagante, domingo, em comparação com as decisões de São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre. Na finalíssima, quero gritar “casa cheia”! Reage, galera!

José Carlos Araújo escreve às quartas-feiras no Metro World News do Rio de Janeiro. É também comunicador das rádios Bradesco Esportes e Bandnews FM e apresentador do “ Donos da Bola”, na tela da Band.