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Colunistas 24/04/2015

Tucanos já desconversam sobre impeachment

claudio-humberto colunistaInseguros quanto ao crime de responsabilidade fiscal já apontado pelo Tribunal de Contas da União, os tucanos começam a desembarcar da proposta de impeachment de Dilma. As chamadas “pedaladas fiscais”, que constituem crime, ocorreram no primeiro mandato da atual presidente, mas o cauteloso senador Álvaro Dias (PSDB-PR), por exemplo, considera que a oposição “tem que ser responsável”.

Deputados insistem

O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) alfineta senadores tucanos, dizendo preferir que a defesa de Dilma fique a cargo dos aliados dela.

Empurra

O impeachment tramitaria na Câmara, mas os senadores do PSDB acham que o Supremo Tribunal Federal é que deve abrir o processo.

Muita calma

O senador Aécio Neves acha que o melhor caminho é preparar o parecer e, com o fato jurídico embasado, aguardar o clamor das ruas.

Convença-me

Deputados tucanos se reúnem nesta sexta com o ex-presidente FHC, contrário ao impeachment. Senadores não devem ir ao encontro.

Encontro entre Cunha e Kassab racha PMDB

Parlamentares ligados a Renan Calheiros acusam o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, de fazer um “jogo duplo” para enfraquecer o senador alagoano. O PMDB de Calheiros desconfia do encontro quase secreto que reaproximou Cunha do ministro Gilberto Kassab (Cidades), dono do PSD. A turma de Renan diz que o deputado cedeu ao jogo do Planalto para desmontar a hegemonia do PMDB no Congresso.

Deu certo

Após várias derrotas do Planalto pilotadas por Eduardo Cunha e Renan Calheiros, Dilma designou o vice Michel Temer para rachar a dupla.

Primeiro acordo

O café entre Cunha e Kassab não estava na agenda. Após a reunião “secreta”, o PSD votou favorável à terceirização, como Cunha queria.

Histórico

O PSD de Kassab foi o eleito de Dilma para diluir o poder do PMDB, motivo da irritação de Eduardo Cunha com o governo e com o ministro.

Briga é no PMDB

O Planalto avalia que Renan Calheiros cogita engavetar o projeto da terceirização mais para sacanear o rival Eduardo Cunha do que para adular Dilma. Ambos querem ser o interlocutor do PMDB no governo.

Vexame insepulto

Um ano após o erro no Ipea, quando o ex-diretor Rafael Guerreiro divulgou que 65% dos brasileiros apoiariam ataques a mulheres que mostram o corpo, o instituto ainda não empossou um substituto.

Mexendo no bolso

Vários deputados federais não levaram a sério as advertências do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e se surpreenderam com o desconto das faltas a votações. Ficaram furiosos.

Faltou, descontou

O presidente da CPI da Petrobras, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), faltou a votações porque estava enrolado nos trabalhos da comissão, mas não foi perdoado: descontaram-lhe R$ 7 mil dos vencimentos.

Petrobras no Senado

O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, foi intimado a comparecer terça (28) na Comissão de Infraestrutura do Senado, presidida por Garibaldi Alves (PMDB-RN), para falar sobre o afano que encontrou.

Adido fantasma

Katia Abreu (Agricultura) jura que nada sabe sobre o adido agrícola à embaixada do Brasil em Moscou. O camarada não aparece há um ano e meio na superintendência de Agricultura na Bahia, onde está lotado.

José Sarney, 85

O ex-presidente e ex-senador José Sarney completa 85 anos nesta sexta-feira (24). Ele não aceitou qualquer comemoração, exceto na intimidade da família, e decidiu permanecer em Brasília.

União caloteira

O tucano Beto Richa achou culpado pela pindaíba do Paraná. Acusa o governo federal de aplicar calote em R$ 1,4 bilhão no Estado. O governador diz que, só na Saúde, o cano chega a R$ 520 milhões.

Memória curta

Entra governo e sai governo no DF, e duas promessas ficam para trás: “priorizar a educação” e “revitalizar” o Setor Comercial Sul e a Av. W-3. Rollemberg, pelo visto, é só mais um a esquecer o compromisso.

 

Com Ana Paula Leitão e Teresa Barros 

www.claudiohumberto.com.br

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