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Colunistas 14/04/2015

Marketing em esculturas

João Faria colunista grande twitterA escultura é a materialização física de uma imagem ou ideia. Na publicidade, a direção de arte tem um papel relevante na comunicação entre marcas e consumidores. Alexandre Leonato, sócio-diretor de criação do ALN studio, revela como uma marca pode ser transformada em obra de arte.

De que maneira as marcas podem criar campanhas através das esculturas?
Existem algumas maneiras. Para eventos como premiações, criamos troféus com a logomarca da empresa – ou apenas a obra dependendo do briefing – que se tornam conquistas pessoais e símbolos de sucesso na carreira. Tem ainda os brindes normalmente usados para campanhas de divulgação em massa – para conhecimento ou reconhecimento de uma marca ou um personagem – e os presentes para os clientes que é uma forma de agradecimento e sucesso pela parceria.

Como foi a ideia de transformar monumentos da cidade de São Paulo em esculturas?
É muito comum as pessoas viajarem para outros países e trazerem lembranças ou mesmo colecionarem peças que lembrem monumentos e locais pitorescos.  Aqui no Brasil, a valorização da nossa história ainda é pouca. Minha intenção foi justamente enaltecer as nossas origens. Recebo contatos de pessoas encantadas com as peças no sentido de nunca terem prestado atenção em detalhes, no interesse em conhecer mais sobre o local, a origem do nome, etc. É também uma forma do turista levar um pouco de nossa cultura e do nosso patrimônio histórico. Imaginei que se há o interesse numa Torre Eiffel, porque não em uma Catedral da Sé. O desenvolvimento de uma peça se inicia na construção de um arquivo CAD, em seguida uma impressora 3D materializa esse arquivo, que serve de matriz para confeccionarmos uma forma que dará origem às cópias que serão pintadas a mão.

E o trabalho para os deficientes visuais?
Participo de projetos de acessibilidade em espaços culturais da percursora Amanda Tojal e da maquetista Dayse Tarricone, que proporcionam aos deficientes visuais um contato efetivo com as obras através de maquetes táteis. Obras de valor inestimável e inacessíveis a todos podem ser conhecidas e apreciadas através do toque por intermédio da tecnologia 3D. Até quadros são transformados em esculturas bidimensionais para que sejam conhecidas as formas e o contexto. Essas obras são acessíveis a todas as pessoas, proporcionando aos que não possuem essa limitação, fechar os olhos e vivenciar a experiência única do sentir para ver.

João Faria é jornalista e sócio-diretor da Agência Cidadã.