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Colunistas 10/04/2015

Verdade hoje é a mentira de amanhã

reche-3Das inúmeras frases que são ditas ao longo da história do futebol, e que eu utilizo muito e tenho vários seguidores também, a que mais gosto é o título desta coluna. No futebol é bem assim. As verdades de hoje são as mentiras do amanhã. É verdade que houve os dois pênaltis em favor do Inter, que se debateu durante 24 horas. Até começar a análise do Grêmio contra o Novo Hamburgo. E, por favor, outro colorado não. Dois já foram escorraçados por Felipão: Márcio Coruja e Francisco Neto. Diego Real marcou um pênalti fora da área em favor do Grêmio contra o Lajeadense. Aquilo ajudou a determinar que o time de luis Carlos Winck decidisse fora de casa e agora até está fora da competição. Mas muito mais verdade que tudo isso, por mais que possa ser discussão de torcedor ou de boteco, é outro argumento que vou morrer usando: na outra área (em favor do pequeno) ele marcaria? Nunca houve na história dois pênaltis em favor de clubes do interior contra Grêmio ou Inter. Isto é fato. É história. Tem pênalti, ok, tem que marcar. Mas para os dois lados. E diz respeito também aos descontos. Márcio Chagas da Silva, certa vez, deu nove minutos de acréscimo, até o Grêmio empatar contra o Caxias. Faria o mesmo em relação ao time do Interior? Nada contra a honestidade. São todos íntegros. Mas a camisa pesa. Até na análise da imprensa.

 

Lajeadense – Também é verdade que, no começo do campeonato, o Inter perdeu uma taça em Lajeado, por Anderson Daronco marcar um pênalti bastante duvidoso contra o Internacional. Ali o Inter perdeu dois pontos e a Recopa Gaúcha. E no computo geral de pontos há o indicativo de onde se decide o campeonato. Vantagens e desvantagens há sempre, mas repito: raras vezes se beneficia o mais fraco.

 

Coragem – Diego Aguirre pode ser acusado de qualquer coisa, menos de pipoqueiro. Não escalou o time pedido pelos dirigentes e nem com pressão de “Deus” cedeu. Quase caiu, mas com suas convicções. Diego escalou seis jovens numa decisão. E barrou todos os contratados da direção. De medroso nunca poderá ser chamado.

 

Pênaltis – Paulo Pires, grande plantão da Bandeirantes, lembra que houve nove pênaltis marcados em favor do Inter, cinco para o Novo Hamburgo e quatro para o Grêmio. Em compensação, no ano passado, cinco para o Grêmio e nenhum para o Inter. Isso é para os paranoicos. O presidente da Federação é o mesmo e os árbitros também.

 

River Plate e Racing – Tem que cuidar muito com o decoreba. Sempre se fala que os argentinos são perigosos. Que são muito bons, etc. É verdade. Mas de uns tempos pra cá, bem menos. River está quase fora da Libertadores e o Racing (encheram a bola demais) está em queda livre. O Boca se recupera bem do desastre dos últimos anos.

Jornalista com 29 anos de experiência em rádio, TV e jornal, Luiz Carlos Reche cobriu seis Copas do Mundo. Além do Metro World News, tem comentários na Band AM 640, BandNews e Band TV. Na AM, ainda apresenta o “Atualidades Esportivas 2a Edição” e o “Apito Final”.