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Colunistas 10/04/2015

Temer convence Renan a abrir mão do Turismo

claudio-humberto colunistaO presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), cedeu ao apelo do vice-presidente da República, Michel Temer, e desistiu da indicação do titular do Ministério do Turismo, abrindo caminho à nomeação de Henrique Alves, protegido de Eduardo Cunha. Aliás, o presidente da Câmara decidiu ir a Natal neste fim de semana para tentar dar a impressão de que Alves ainda tem “prestígio”. Mas todos sabem sabe que o prestígio é só de Cunha.

Vai ter de engolir

Henrique Alves provocou constrangimentos, em Brasília, pagando o mico de implorar sua nomeação de uma presidente que o despreza.

Missão difícil

Michel Temer estabeleceu como sua primeira missão, na coordenação política, destravar o impasse e tornar inevitável a nomeação de Alves.

Mantenha distância

Dilma não teve alternativa senão aceitar a nomeação de Alves, sob a condição de não ter que despachar com o novo ministro do Turismo.

Negócio fechado

Após recusar, há uma semana, Renan aceitou a transferência do ainda ministro Vinícius Lages para a Conab, do Ministério da Agricultura.

Advogados não cansam de ganhar: R$ 70 milhões

Luiz Flávio D’Urso, advogado do tesoureiro do PT, João Vaccari, liderou o movimento “Cansei”, em 2007, contra o governo Lula. Seu escritório e mais 30 bancas não cansam de faturar defendendo petistas e bandidos do “petrolão”: R$ 70 milhões em honorários, segundo levantamento recente.  O “Cansei” acabou após declaração ofensiva e preconceituosa do apoiante Paulo Zottolo, presidente da Philips Brasil.

Preconceito

Zottolo afirmou que, apoiava o “Cansei” porque o Brasil não é um país do tanto faz: “Se o Piauí deixar de existir ninguém vai ficar chateado”.

Pode mentir

Deputados criticaram o “indulto de Pinóquio” do ministro Teori Zavascki (STF) a João Vaccari, mas esquecem que são eles quem aprovam a lei.

Romero presidente

Renan Calheiros quer o senador Romero Jucá (RR) e não Valdir Raupp (RO) substituindo Michel Temer na presidência nacional do PMDB.

Pedala, Dilma

O ministro José Múcio levará ao plenário do Tribunal de Contas da União (TCU), quarta-feira (14), o processo que apura “pedaladas fiscais” do governo Dilma, que se arrasta há meses.

Investigar atrapalha?

A bancada do PSB no Senado aderiu ao acordão de retirar apoio à CPI dos Fundos de Pensão. A alegação é engraçada: a CPI “enfraquece a investigação” e “desvia a atenção das grandes questões nacionais”.

Piadista

Ao recolherem os roedores que foram soltos durante a tumultuada sessão da CPI da Petrobras, um tucano gritou: “Cuidado para não levar o Vaccari por engano!”. A risada foi geral.

Repaginada

A CPI da Petrobras fez bem a seu presidente, Hugo Motta (PMDB-PB), agora mais magro e mais respeitado. Considerado “novo demais” aos 25 anos, tem sido firme e mais equilibrado que os bodes velhos da CPI.

Fã da terceirização

O projeto nem foi aprovado, mas Dilma fez questão de ser a primeira a aderir à nova proposta de terceirização. Terceirizou a economia para o ministro Joaquim Levy (Fazenda) e a política para o vice, Michel Temer.

Perdendo poder

Michel Temer na articulação política do governo enfraquece o PMDB do Rio de Janeiro. A expectativa de Dilma é de que as demandas do partido passarão agora por Temer e não mais por Eduardo Cunha.

Efeito Temer

A oposição vai retomar a coleta de assinaturas para a CPI do BNDES, melada por Michel Temer. O líder tucano no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), garante que não sossega até instalar a comissão.

Ajuda aí

O governador Beto Richa (RS) correu para se encontrar com Fernando Henrique Cardoso no instituto do ex-presidente, em São Paulo. Na pauta, sua própria crise: Richa amarga rejeição recorde do eleitorado.

Mundo animal

Soltaram ratos quando Vaccari falava ontem na CPI da Petrobras. Os bichos foram levados à emergência da Câmara, para desintoxicação.

 

Com Ana Paula Leitão e Teresa Barros 

www.claudiohumberto.com.br

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