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Colunistas 07/04/2015

Salto de eficiência

Edu-Simon_2015Os principais anunciantes do país, diante do atual cenário econômico, sabem que precisam contar ainda mais com um de seus principais parceiros estratégicos: as agências de publicidade.  As agências procuram estar mais próximas dos clientes, oferecer soluções no curto prazo e gerar resultados diretos e significativos. Nesse momento de retração da intenção de consumo, a coluna entrevista Eduardo Simon da Taterka.

Com a instabilidade econômica como você avalia o mercado?
As crises são cíclicas no Brasil e não é a primeira vez que a enfrentamos.  Esse aprendizado faz a diferença porque é nessa hora que os clientes mais precisam de suas agências de propaganda. É o momento de ser eficiente, estar muito próximo do cliente e não ficar esperando que ele apresente um determinado problema. Temos que nos antecipar. Comecei o ano me aproximando de cada cliente e a agência procurou oferecer maior entendimento de cada mercado através de pesquisas e estudos. Essa também é uma oportunidade para que as marcas saiam fortalecidas. Nosso papel é ficar neurótico com resultado de curto prazo mas sem prejudicar a percepção que o consumidor tem das marcas. Ficamos observando o comportamento do mercado o tempo todo.  Vejo que os clientes estão valorizando os profissionais que verdadeiramente entendem do negócio dele. Esse é um ano tático, precisamos fazer muito com pouco.

Como rentabilizar os investimentos dos anunciantes diante desse cenário?
Não gosto do termo rentabilidade, prefiro eficiência. Acabou o primeiro trimestre e já estamos em fase de replanejamento para melhorar o que vem dando certo e avaliar onde podemos melhorar. Sempre é possível ser mais parceiro do cliente, rever o negócio, mas – principalmente – dar um salto de eficiência. Se na crise você se aproxima do consumidor e permite que ele possa continuar tendo acesso ao seu produto, a relação sai fortalecida. Sempre digo isso aos nossos clientes.

Está mais difícil acessar o consumidor?
As pessoas não deixam de consumir alguns produtos mesmo em tempos de crise. É preciso que as marcas saibam equalizar essa percepção de valor do consumidor e se aproximar das pessoas. Investimos muito em pesquisa para entender não só o consumo de mídia, mas também o comportamento das pessoas.  Criamos uma campanha para Natura, por exemplo, que mostra justamente o quanto a marca está mais próxima e parceira dos consumidores.

João Faria é jornalista e sócio-diretor da Agência Cidadã. João Faria escreve no Metro São Paulo.