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Colunistas 02/04/2015

BNDES: esquema paga empreiteiras sem licitação

claudio-humberto colunistaEmpresas enroladas no assalto à Petrobras, como OAS, Odebrecht e Queiroz Galvão, ganharam do BNDES dezenas de financiamentos de obras no exterior. Somente as 20 principais obras totalizam US$ 8,5 bilhões

(R$ 27 bilhões). A “caixa preta” do BNDES guarda os segredos desse esquema engenhoso, que transfere recursos do Tesouro para empreiteiras sem licitação e até sem autorização do Senado Federal.

Melhor que colo de mãe

Basta o país contratar empreiteira brasileira e o BNDES paga a obra, com direito a 20 anos de carência, contrato secreto e juros irrisórios.

Dinheiro na veia

O país com obra financiada pelo BNDES não vê a cor do dinheiro, que é pago diretamente à empreiteira amiga que realiza o serviço.

Blindagem

Órgãos de controle do Brasil não têm prerrogativa de fiscalizar obras no exterior, por isso não há como conferir o serviço das empreiteiras.

Mais que perfeito

A maioria dos países “financiados” por meio do BNDES têm governos autoritários e não têm órgão de controle, como Tribunal de Contas.

Zero arrependimento

O doleiro Alberto Youssef não se revela minimamente arrependido, como sugere seu acordo de delação premiada, e continua arrogante: em depoimento, destacou os empregos que gerou e impostos que pagou, como se fosse homem de bem, cumpridor de obrigações.

Outros fundos podem seguir opção do Postalis

Os deficits de R$ 5,6 bilhões no fundo de pensão da Caixa (Funcef) e R$ 1,2 bilhão no do BNDES (Fapes) deixaram empregados em alerta para aumento na contribuição para cobrir o rombo, assim como ocorre nos Correios com o Postalis. Pela regra, o fundo deve ser equacionado quando apresentar deficit por três anos consecutivos ou se representar 10% dos ativos. No Funcef, o valor chega a 10,33% e 11% no Fapes.

Quase lá

O Petros, da Petrobras, segue pelo mesmo caminho dos demais e já contabilizava deficit de R$ 5,5 bilhões, equivalente a 8% do patrimônio.

Na UTI

A situação no Postalis é também ruim, pois o deficit de R$ 5,6 bilhões é maior que os ativos, avaliados em
R$ 5 bilhões.

Exceção

Na contramão, a Previ do Banco do Brasil apresentou superavit de R$ 12,5 bilhões no mesmo período, deixando funcionários rindo à toa.

Repulsa histórica

Está explicado o abatimento de Dilma na posse do ministro Edinho Silva (Comunicação Social): ela já sabia da devastadora pesquisa CNI/Ibope indicando que 78% dos brasileiros desaprovam seu governo.

Tá feia a coisa

Das áreas do governo avaliadas pela pesquisa CNI/Ibope, o combate ao desemprego foi o calcanhar de Aquiles. A avaliação positiva despencou 23%. O combate à fome segue a lista, com queda de 21%.

Pinóquia

Um dos assuntos mais comentados no Twitter neste 1º de abril foi a hashtag #DiaDaDilma. Os maceioenses foram além, esticaram na movimentada av. Fernandes Lima faixa “Dia da Mentira, Dia da Dilma”.

Cadeia pune criminosos

Sobre a redução da maioridade penal, o ministro Marco Aurélio (STF) diz que cadeia “não conserta ninguém”. Tem razão. Mas é uma beleza para tirar de circulação quem usa a liberdade para cometer crimes.

Dá para acreditar?

O governador do DF, Rodrigo Rollemberg, garantiu que Brasília vai sediar o Fórum Mundial das Águas, em 2018. A menos que ele cancele o evento e deixe os organizadores na mão, como o fez, em três meses, com o GP de Motovelocidade, a Universíade e o GP de Fórmula Indy.

Semana nada santa

A semana legislativa morreu de véspera, no Congresso, feito peru. O expediente acabou na terça (31), e os parlamentares só retomam o trabalho na segunda (6), às 14h, na melhor das hipóteses.

Está na lei

Muitos criticam a Justiça pelo fato de ter sido iniciado ontem, dia 1º, o feriadão do Judiciário. Mas é pura desinformação: isso não é uma opção dos tribunais, está previsto em lei federal.

Linha de sucessão

Como o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, vai passar a Semana Santa no exterior, a pergunta não se cala: é Dilma quem assume o poder?

 

 

Com Ana Paula Leitão e Teresa Barros 

www.claudiohumberto.com.br

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