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Planejar gastos: 2015 pede, e não será tão difícil assim!

colunista  marcos-silvestreAno duro. 2015 começou cheio de dúvidas, mas já está bem que claro: este não será um ano fácil para as finanças. Impostos maiores, aumentos nos combustíveis, energia mais cara (a que sobrar). O “pacote de maldades” de Dilma II vai direto às entranhas do bolso.  Tem como compensar a tungada no poder aquisitivo do seu salário com uma renda extra? Se tiver, mande brasa, colha esta oportunidade! Porém, lembre que este será um ano de crescimento econômico zero (na melhor das hipóteses), com eventuais levas de demissões. O que fazer? Ajustar o orçamento, cortar gastos. Chato? Sim! Precisa? Sem dúvida!

Sem segredos. Pegue um caderno (ou planilha de computador) e anote todos os gastos que você e seu/sua companheiro/a lembrarem. Invistam uma horinha ou duas neste exercício. Vale consultar extrato da conta corrente e fatura do cartão de crédito para lembrar de tudo direitinho. Pronto? Então guarde este orçamento estimado. Em seguida, durante trinta dias, o casal deve andar cada um com um papelzinho na carteira para anotar todo e cada gasto/compra/pagamento que fizer. No final do mês, estas informações devem ser transpostas para um novo orçamento organizado por tipos de despesas.

Comparando… e enxugando! Agora será a hora de comparar o orçamento estimado feito antes, com este orçamento anotado na ponta do lápis. O que deu mais? O que eventualmente deu menos? O que foi porventura esquecido? É muito esclarecedor poder comparar nossa percepção inicial sobre nossas despesas com um mês de verdade. Isso aumenta a visibilidade sobre nossas decisões de desembolsos. E daí será hora de usar a criatividade para enxugar as despesas: onde dá para reduzir? Onde cortar 100%? A ideia é reduzir até fazer os gastos caberem em 70% da sua renda, podendo poupar os 30% restantes!

Esforço e esperança. Escolha pelo menos 10 gastos: cinco para “apenas” enxugar, e cinco para cortar geral! Exemplos: cortar (durante um tempo) gastos com restaurante, e enxugar (pela metade) gastos com comida delivery. Ninguém vai morrer de fome, e será possível liberar uma boa grana, para quitar dívidas e para investir (ou até mesmo para gastar, mas com coisas ainda mais legais). Depois, mais para a frente, quando a coisa reverter, com a melhora da economia, com o aumento da renda e/ou com o alívio nas dívidas, você poderá retomar tais gastos com tranquilidade! Em 2016 o sol brilhará mais forte!

Economista com MBA em Finanças (USP), orientador de famílias e educador em empresas (Metodologia PROF® / UNICAMP), é colunista da BANDNEWS FM e fundador da SOBREDinheiro. Diretor do site www.oplanodavirada.com.br, da EKNOWMIX Consultores Integrados e da TECHIS SA.

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