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O esquadrão da Baixada Santista

odir-cunhaA indecisão sobre o futuro do Santos gera uma cruel tendência ao imobilismo. A diretoria parece esperar que o pré-sal enriqueça a cidade e, com ela, o clube. Porém, o Alvinegro não pode viver como o Pedro Pedreiro do Chico, esperando, esperando… É preciso agir. Em primeiro lugar, alargar os horizontes. Não pensar mais no Santos como o time de Santos, mas como o esquadrão da Baixada Santista.

E não esperar mais que a Baixada Santista cresça para o clube crescer junto. O Santos tem de assumir seu papel no desenvolvimento da região. Uma das muitas ideias seria oferecer seus jogadores para campanhas nas escolas sobre drogas, educação sexual… Em troca, as prefeituras ao menos colocariam ônibus para a ida e volta dos torcedores à Vila Belmiro.

Isso já traria algumas centenas a mais de torcedores de cada uma dessas cidade, e a média de público do Santos já iria para o meia da tabela. E ao se pensar que num raio de 18 quilômetros da Vila Belmiro vivem 1,340 milhão de pessoas – somando-se Santos, São Vicente, Guarujá, Praia Grande e Cubatão –, constata-se que essa tarefa é um sonho mais do que possível. Mãos à obra!

Odir Cunha é jornalista multimídia com 38 anos de experiência, dois prêmios Esso e três da APCA. Escritor com 21 livros publicados, 10 deles sobre o Santos, é editor da Editora Magma Cultural, editor de conteúdo do Museu Pelé e dono do blog http://blogdoodir.com.br/ Escreve no Metro Jornal de Santos

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